sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Eu era ateu


A graça de Deus
 
Eu era ateu
até que Deus me concedeu
essa (des)graça
Agora eu rezo todo os dias
para ver se passa
 
Assim ele cabala fé
onipresente, onisciente, onipotente
semeia desgraças pelo mundo
terremotos, desabamentos, enchentes
epidemias, guerras santas, genocídios
e os sobreviventes agradecem-lhe
por estarem vivos
por terem perdido só a casa
por terem perdido só uma perna
por terem perdido só três parentes
por Ter-lhes concedido a "vida eterna"
 
Como Ele consegue?
Essa é a graça de Deus 
  

4 comentários:

Cavaleiro Andante disse...

Olá Uccello.
Meu nome é Daniel e sou professor da Escola Lucinda de Poesia Viva, aqui no Rio de Janeiro. Quem me apresentou seus versos foi a Elisa, inclusive ela ditou para mim o prefácio do seu segundo livro. Sua poesia é muito boa e sempre é escolhida por nossos alunos. Parabéns e obrigado.

Fabio Rocha disse...

Perfeito! Acho que vais gostar de clicar na carinha do papa lá embaixo no meu blog. ;) abs

Gisela disse...

Ale,
....... Nao me canso de le-la. adoro.
Beijos

Gisa

Gisela disse...

Ale,
Nets a qui foi foi genial....... Nao me canso de le-la. adoro.
Beiges Gisa